bons augúrios

07 Jul
7 Julho, 2006

(…) um tipo pensa que está no topo do mundo e, de repente, pregam-lhe com o Armagedão em cima. A Grande Guerra, a Derradeira Batalha. Céu contra Inferno, três assaltos, uma queda, sem apelo. E era tudo. Deixava de haver mundo. Porque era isso que o fim do mundo significava. Não haver mais mundo. Só um céu infindável ou, dependendo de quem vencesse, um infindável Inferno. Crowley não sabia qual seria o pior.
Bom, por definição, o Inferno era pior, claro. Mas Crowley lembrava-se de como era o céu e a verdade é que tinha muitas coisas em comum com o Inferno. Logo para começar, não era possí­vel arranjar-se uma bebida decente em nenhum deles. E o tédio que havia no céu era quase tão mau como a excitação que havia no inferno.
Mas não havia maneira de se escapar. (…)
Bem, pelo menos não ia ser naquele ano. Ainda teria tempo para fazer algumas coisas. Para já, vender acções de longo prazo.

Neil Gaiman; Terry Pratchett, Bons Augúrios
título original: Good Omens
tradução: Carlos Grifo Babo
editor: Editorial Presença, Nov. 2004, Lisboa, pág. 28
isbn: 972-23-3280-5

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