jumper

24 Fev
24 Fevereiro, 2008

Davey: You live in a cave…
Griffin: It’s a lair.

from imdb

Quando Sir Paxo me falou deste filme lembrei-me do livro de Alfred Bester, Estrelas o Meu Destino[1], editado pelas PEA (colecção fc n.º 81).

“Quais são as novas fronteiras?”, gritaram os românticos quando a fronteira do espírito foi derrubada durante o dramático incidente que ocorreu num laboratório em Calisto, no início do século XXIV. Um investigador chamado Jaunte provocou acidentalmente um incêndio no seu atelier que rapidamente o envolveu, e começou a gritar por socorro, pedindo um extintor de incêndios. Ficou tão surpreendido como os seus colegas quando se viu junto do referido extintor que se encontrava a mais de 20 metros da sua mesa. (pág. 7 da edição das PEA)

Mas Jumper não tem nada a ver com a obra prima de Alfred Bester. É um filme divertido. Apresenta-nos uma história com bastantes possibilidades, mas sem sumo. Por isso o filme sabe a pouco. É-nos revelado apenas uns farrapos do enredo, talvez a pensar numa sequela.


[1] Esta obra foi inicialmente editada pela editora Livros do Brasil na colecção Argonauta, n.º 241, com o título Tigre. Tigre. Foi originalmente publicada em 1956 no Reino Unido como Tiger. Tiger., mas foi editada no ano seguinte – com ligeiras alterações – nos EUA, como The Stars My Destination.

Gully Foyle é o meu nome
E a terra é onde eu nasci.
Vivo no espaço exterior
E a morte é o meu destino.

(pág. 13, da edição das PEA)

(…)
Gully Foyle is my name
And Terra is my nation.
Deep space is my dwelling place,
The stars my destination.

Este poema não consta no livro da edição das PEA. O livro está, pois, amputado de uma parte importante. É uma edição medíocre de uma grande obra. A edição da “Vintage”, 1996 é uma edição completa e vale a pena adquirir para ler ou reler.

Sobre Aldred Bester já foi dito,

In many respects his work was a forerunner of Cyberpunk. He is one of the very few genre-SF writers to have bridged the chasm between the old and the New Wave, by becoming a legendary figure for both

– perhaps because in his SF imagery he conjured up, with bravura, both outer and inner space.
(Galen Strickland)

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