apontamentos

04 Set
4 Setembro, 2009

Com coragem e farta ousadia ataquei dois livros que já tinha tentado concluir. Há leituras que não pegam de raiz. O mesmo acontece com a música. Não estando para lá virado o apetite não aparece. A culpa pode ser mais do leitor do que do livro. Mas que não pega, não pega. Pode ser que um dia, improvável digo eu, mas pode ser que um dia, esse e outros livros sejam lidos.

O primeiro é “A Idade de Ouro”, John C. Wright. Sei que é uma obra excelente. Um grande apreciador de fc já me tinha falado do livro. De quanto ele é espectacular. Mas a verdade é que não me encantou o suficiente para avançar da página 30/39 pela segunda vez. E como tal “A Fénix Exultante” ficou, igualmente para depois.

O segundo é “O Codex 632”, José Rodrigues dos Santos. Perdi como que o tes[pii] nas cenas de sexo escaldante com a sueca. Ler

Numa reacção quase animal, Tomás sentiu o desejo tomar instantaneamente conta da vontade e apalpou-lhe o peito farto como quem espreme um fruto sumarento e espera que dele jorre o suco leitoso, mas a sueca afastou-o com um sorriso picante. [página 237]

não me dá pica. É como estar a ver um filme de morte, horror, violência e de repente sem aviso aparente assistirmos a 10 minutos de sexo ardente, a uma exibição gratuita de mamilos e tudo o mais que vem no pacote. Enfim, filmes à Greta Scacchi. É fácil deduzir que a sueca não seria coisa boa, que atendendo aos problemas em casa Tomás facilmente molharia o pincel fora do penico e para mim isso bastava, mas não, tínhamos de ter texto ao quase estilo Fanny Hill. Arrumei o livro apesar de loucamente ter atingido a página 299.

Como hoje a minha filhota me pediu uma revista das Winx – sim, eu sei que ela tem apenas 3 anos e 2 meses – para ler(?) lá me desloquei à Milionária para a oferenda. E o que vi lá? O volume I (“A Rapariga no Tombadilho”) da nova edição ASA/Público d’ “Os Passageiros do Vento”. E desde já digo que não sou partidário de adquirir novas edições de obras que já tenho. Excepto se for uma grande mudança relativamente à edição original. Sei que a minha colecção de 1987 já não me permite tentar reler com satisfação as aventuras de Isa, porque e como diz Bongop e muito bem “começa a cola da lombada a fazer barulho de batatas fritas…”. Mas só isso não seria para mim motivo válido para a aquisição da nova edição. Contudo, o livro estava tristemente isolado, apesar de junto a diversos jornais, e ainda devidamente protegido; e já tinha visto as novas capas no Leituras de BD; e como tal já me tinham dado os desejos tal grávida-de-fim-de-tempo de ler “Os Passageiros do Vento”; e, assim, sem receio de represálias comprei voluptuosamente “A Rapariga no Tombadilho” e encomendei os restantes volumes. E já foi uma leitura novamente deliciosa.

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2 replies
  1. Bongop says:

    Diz lá que não te soube bem ler o livro sem ouvir o barulho de batatas fritas!!!! 😀 Um tipo pode abrir o livro à vontade sem lhe saltarem metade das folhas do livro! Isso é excelente.
    E sim… compra as Winx para a tua filha que eu tenho de fazer o mesmo!
    🙂
    Abraço

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