zona 84 e richard corben

14 Set
14 Setembro, 2009

É a passo de caracol, mas irei em qualquer ano futuro catalogar os meus livros.
Hoje terminei o registo informático das revistas Zona 84 da editora espanhola Toutain Editor. Na generalidade são revistas de fraca qualidade.
Na Zona 84 descobri bons criadores, boas histórias, mas havia com demasiada regularidade em 92 páginas muito pouco sumo. E por apenas 10 páginas não compensava comprar a revista. Mas sem juízo este senhor, eu mesmo, ainda esperava que o próximo número fosse o TAL número. Nunca o eram. Não tenho desses tempos revistas soltas da Zona 84, da Cimoc ou mesmo da Comix. Eram vendidas no alfarrabista em troca de álbuns de capa dura de banda-desenhada da Bertrand.

Contudo à uns anos atrás na Rua Galeria de Paris, Porto, comprei na excelente, mas e infelizmente já inexistente, Casa do Livro, várias revistas em pack de três da Zona 84, Cimoc e Comix.

zona 84

richard corben

Nesse ano reencontrei-me com Richard Corben (n. 1940) e o seu Den. É complicado adjectivar o quanto esta saga é espectacular, louca, divinal, sublime… and so on.
As vinhetas de Corben têm de tal forma um colorido único e os corpos têm tanto de detalhe quanto de nudez que parecem ser tridimensionais.

Den [David Ellis Norman] apareceu pela primeira vez num filme de apenas 11 minutos intitulado “Neverwhere” (1968) – Não confundir com o excelente romance de Neil Gaiman.
Den é um palerma tótó do planeta Terra que tem a sorte, digo eu, de ter um tio chamado Daniel – doido pelas obras de fantasia de Burroughs, sim, Edgar Rice Burroughs não criou apenas O Tarzan – que lhe deixou um conjunto de esquemas que lhe irão permitir criar uma máquina que abre um portal para outro universo. E, sem qualquer novidade, Den assenta em Neverwhere e miraculosamente deixa de ser um adolescente caixa-de-óculos para ser um careca nu e musculado e um mestre em artes marciais. Aí começam as verdadeiras aventuras de Den que são, e copiando Bob Fingerman, “a timeless adult fantasy epic”.

Hoje ao pesquisar sobre Corben e Den descubro comentários críticos com uma qualidade de adjectivação fenomenal. Ainda tenho muito a aprender e não sou loiro. Mea culpa. Mas vejamos os ditos:

Den é “Conan on Viagra”

por Tim Pilcher – isto é um grande e imaginativo elogio.

Vamos a outro:

Den’s stories seem to wander aimlessly, with a minimal plot that weaves scenes of heroism, sex and action while giving unlimited power to the imagination of the author in the design of scenes and characters and the graphic experimentation. And graphically they do have great impact, but taken as a whole… they are more or less … mental masturbation.”

por Alberto García Marcos.

Aqui fiquei na dúvida se estou estava perante um elogio ou não. E, ainda, estou fiquei a duvidar; o que é mal, porque tudo o que pensava sobre Den desabou. Ah!!, mas o eu solipsista que duvida é uma certeza indubitável – “Cogito Ergo Sum”; o que é bom, porque posso agora criar uma certeza/verdade irrefutável: Den é bom, muito bom.

E, por último, D. Aviva Rothschild considera que o único problema de Den é

the ludicrously large breasts of the two women…

A única crítica válida, porque Den devia ter mais dessas coisas “ludicrously”.

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