a viagem de théo

29 Out
29 Outubro, 2009

– Vou-te contar uma história zen – começou ela. – Um dia, um monge foi visitar um mestre e disse-lhe: «Vim sem trazer nada». Sabes o que é que o mestre lhe respondeu? «Então pouse-o».
– Mas ele não tinha nada.
– Tinha sim. Não trazer nada é ter a ideia de que se poderia trazer qualquer coisa. O monge não percebeu. Zangou-se. Então, calmamente, o mestre disse: «Por favor, pega nisso e volte para casa». Pousa o teu nada de hoje, Théo. Porque não perdeste nada.

Ao contrário d’ O Mundo de Sofia de Jostein Gaarder, publicado em 1991, que é um guia de filosofia e por isso para mim muito mais fácil de ler, A Viagem de Théo é uma “viagem” pelas religiões. E se há algumas pelas quais me movimento com alguma facilidade, naturalmente as monoteístas (cristianismo, judaísmo e islamismo), houve outras que foram de dificílima digestão. O hinduísmo foi a religião que me causou mais vontade de arrumar o livro na estante. Ainda bem que de seguida foi refrescado pelo budismo. Recuperei a fé no livro e terminei a leitura de 594 páginas.

Apesar de não ser uma pessoa mística é sempre agradável mergulhar nas crenças que tentam racionalizar o irracional.

citação: página 370

Tags: , , , , , , ,
0 replies

Leave a Reply

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

deixar uma resposta

© 1999.2017 porta VIII. todos os direitos reservados. alimentado pelo wordpress | alojamento por oitava esfera
%d bloggers like this: