a rainha no palácio das correntes de ar

11 Fev
11 Fevereiro, 2010

Quando iniciei a leitura do 3º livro – A Rainha no Palácio das Correntes de Ar – que narra as aventuras de Lisbeth Salander e de Mikael Blomkvist fui temporariamente vítima de uma fraqueza. O segundo livro tinha terminado de forma tão desconcertante que fui ler as últimas linhas do livro. Satisfeito o meu desassossego reiniciei pausadamente a leitura.
Não se pense que cometo estas loucuras com frequência. Não.

A primeira vez aconteceu com o longo filme “O Informador” [The Insider] de Michael Mann, com Al Pacino e Russell Crowe. As complicações da personagem Jeffrey Wigand colocaram-me numa pilha de nervos que cliquei freneticamente o botão fast forward e 157 minutos foram atingidos em segundos. Quando retomei a visualização estava relaxado e contente com o “final feliz”.

A segunda vez verificou-se com a leitura da “Bíblia de Barro” de Julia Navarro. Avancei imensas páginas quando descobri que estava a ficar com a boca seca de comer tanta palha. O livro fez-me recordar alguns exercícios de inglês do meu filho.

Trousers – Shirt – Scissors – Pants (objectivo descobrir a palavra que está fora do contexto)

Na “Bíblia de Barro” o objectivo do TPC (Trabalho Para o Cota, como diz o meu filho) foi encontrar as páginas que nada trazem de novo à história, à caracterização das personagens. São as tais páginas de telenovela que servem, apenas, para aumentar o peso do livro.

A terceira vez que “saltei” para o fim foi, pois, com “A Rainha no Palácio das Correntes de Ar”. A necessidade foi mais forte do que eu. E repetindo-me a trilogia Millenium é do melhor. Tem, ao contrário de outras “ondas” literárias, o sucesso merecido. Enredo atordoante. Personagens Electrizantes. Enfim, uma macedónia perfeitamente temperada.

Um destes dias talvez ganhe coragem de abrir a saga dos vampiros vegetarianos da escritora Stephenie Meyer cujo primeiro livro a minha mulher anda a ler quando pode fugir das investidas da nossa filha de 3 anos. E ler mais “naquela”, porque a transportar para os livros o sentimento que fiquei depois de ver os filmes, sou obrigado a colocar dois dedos na boca para arhhhhhhhhhh…….

Ah! Quanto aos livros de Stieg Larsson recomendo 15/10.

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1 reply
  1. Bongop says:

    Não te preocupes… eu faço o mesmo quando o livro está cheio de palha!
    🙂

    Abraço

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