lol, camouflage 11.0 – spicy

13 Nov
13 Novembro, 2016

Wearing a turban, his body covered with sandalwood ashes and painted with dye, his face decorated with an outline of a black beard, precariously wrapped in a ragged saffron robe, fastened on a piece of rope is a loincloth that pretends to hide his nakedness, with sacred beads and sequins around his neck, a gold chain looped on his right ankle, which makes him appear to be a young sadhu although he does not have any tilaka on his forehead, he walks through Rishikesh towards Haridwar.
A smile of pure satisfaction radiates from his face as his senses embrace the colors, smells and flavors of the spice stands that surround him.
Sitting near the bank of the Ganges River, wearing the shade of a tree, after having crossed the Laxman Jhula Bridge, he realizes how magnificent the smells of Rishikesh are and is proud to have chosen this pilgrimage route to the Maha Kumbha Mela. ‘It is incredible how in a crowd one can better perceive healthy solitude’ is the thought that arises before the undulating mystique of the Ganges River. It is this refuge that he needed and also the absorption of millennial energies.
It is almost sunset. The young sadhu rises and as he leaves behind the Ganges the aquatic magic is diluted harmoniously in the bustle of the metropolis and he feels like the link that unites the two landscapes. His readings taught him that there may be no chaos in chaos, as there may be no order in order, but these maxims begin to be broken when he is surrounded by a group of tourists who had hitherto been photographing the exterior of Trayambakeshwar.
‘A HOLY MAN!’ they shouted.
‘Holy? Where?’ he questions himself, but as he is pointed out by cell phones, he suspects that they think he is the saint, ‘crazy people!’

[… an excerpt …]

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1 reply
  1. paulo brito says:

    De turbante, corpo coberto por cinzas de sândalo e pintado com tinta, cara decorada com um rascunho de barba preta, precariamente embrulhado num esfarrapado manto de açafrão, preso num pedaço de corda um pano de lombo que finge esconder a nudez, com contas sagradas e lantejoulas ao pescoço, uma corrente de ouro enlaçada no tornozelo direito, o que aparenta ser um jovem sadhu, apesar de não exibir na testa qualquer tilaka, caminha por Rishikesh em direcção a Haridwar.
    Um sorriso de pura satisfação irradia da sua face enquanto os seus sentidos abraçam as cores, os cheiros e os sabores das bancas de especiarias que o rodeiam.
    Sentado perto da margem do Rio Ganges, vestindo a sombra de uma árvore, após ter atravessado a ponte Laxman Jhula apercebe-se do quanto são arrebatadores os odores de Rishikesh e fica orgulhoso por ter escolhido este trajecto de peregrinação ao Maha Kumbha Mela. ‘É incrível como na multidão se consegue pressentir melhor a saudável solidão’ é o pensamento que lhe surge perante a mística ondulante do Rio Ganges. É este refúgio que precisava e também a absorção de energias milenares.
    É quase pôr-do-sol. O jovem sadhu levanta-se e consoante vai deixando para trás o Ganges a magia aquática dilui-se harmoniosamente na azáfama da metrópole e ele sente-se o elo que une as duas paisagens. As suas leituras ensinaram-lhe que tanto pode não existir caos no caos, como pode não existir ordem na ordem, mas estas máximas começam a ser quebradas quando é rodeado por um grupo de turistas que até então fotografava o exterior do Trayambakeshwar.
    ‘UM HOMEM SANTO!’ – gritaram.
    ‘Santo? Onde?’ – questiona-se, mas ao ser apontado por telemóveis desconfia que pensam que o santo seja ele, ‘doidos!’

    [… um excerto …]

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