antónio gedeão, poesias completas

06 Abr
6 Abril, 2017

Em 1956 António Gedeão publica no livro Movimento Perpétuo o seu poema mais conhecido: “Pedra filosofal“.

Em 1967, no livro Linhas de Força está incluído o poema intitulado “Poema da morte aparente” que Jorge de Sena no Post Scriptum de 1968, à edição do livro António Gedeão – Poesias Completas [1956-1967] considera ser um “dos melhores poemas do volume” (pág. XLVI).

Nos tempos em que acontecia o que está acontecendo agora,
e os homens pasmavam de isso ainda acontecer no tempo deles,

parecia-lhes a vida podre e reles
e suspiravam por viver agora.

A suspirar e a protestar morreram.
E agora, quando se abrem as covas,
encontram-se às vezes os dentes com que rangeram,
tão brancos como se as dentaduras fossem novas.

Ontem, na sequência de uma conversa, iniciei um passeio por estes poemas lidos pela primeira vez em 1985.

Informações

António Gedeão – Poesias Completas [1956-1967]
Editora: Livraria Sá da Costa Editora. Lisboa
8.ª edição acrescida com 4 Poemas da Gaveta
Prefácio: “A poesia de António Gedeão: esboço de análise objectiva” por Jorge de Sena
9.ª edição: 1983

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