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chuva

03 Dez
3 Dezembro, 2008

Odeio a chuva. Não é um ódio motivado por rancor. É um ódio sem duplos sentidos. É um ódio constante. É ódio. Ponto final.

Podem-me dizer que é bem-vinda. Electricidade. Colheitas. Humidade. Mas não me persuadem. E apesar de conseguir limpar, algumas vezes, as ruas daquele acumulado cheiro noctívago que teima, naturalmente, em persistir em algumas esquinas, cantos, ruelas, provocado pelo esvaziamento das bexigas ou até consegue, essa chuva, desfazer a matéria fecal distribuída pelos cães, cadelas, nos relvados, sempre do outro vizinho. Não me convencem.

O facto de me obrigar a adoptar um apêndice, sim esse guarda-chuva, é motivo suficiente para ter 50% de ódio. O uso do guarda-chuva é castrador. Não literalmente, claro. Utilizar uma mão para atender o telemóvel, para procurar as chaves, para pegar na pasta, para abrir a porta do carro, para colocar/retirar a filha do carro, para fechar a porta do carro com o guarda-chuva, e não se esqueçam que continua a chover, é torturante. E chegado aqui tenho os meus outros 50% de ódio. Entrar num carro, um qualquer, a chover e com um guarda-chuva é kafkiano.

Irão dizer os mais atentos que deveria odiar o guarda-chuva. Que se deixar de o usar na chuva deixo de ter motivos para odiar a chuva. Não posso deixar de arrotar uma sonora gargalhada.

chove -> há guarda-chuva
não chove -> não há guarda-chuva

Ou em silogismo primário
Se chove
Uso guarda-chuva
Logo tenho ódio pela chuva.

Sei que é um silogismo de alcova. Mas fica ao mesmo nível de outros que li por aí para provar a existência de Deus:
A ciência não explica tudo
Deus explica tudo
Logo Deus existe.

Mas voltando à chuva os nossos problemas seriam facilmente resolvidos se os carros tivessem um hall de entrada, algo como, sei lá…. a manga de um avião.
Entrar no hall do carro. Pousar a pasta, os filhos, fechar pausadamente, sim pausadamente, o guarda-chuva, tirar o casaco, assentar as nádegas, fechar a porta do carro, extrair o hall do carro, e arrancar para um chuvoso dia. Isto sim, seria delicioso.

questões: bexigas

13 Jun
13 Junho, 2006

Ao ver o iô-iô de grávidas em peregrinação para a casa-de-banho com um frasquinho de recolha de urina na mão e posterior regresso passados breves segundos já com o dito frasquinho cheio de um líquido amarelado deduzo com uma clareza cristalina que têm um controlo mental do corpo e em particular da bexiga enorme.

Basta dar a qualquer mulher um frasquinho que escorrega lá para dentro urina sem qualquer problema de maior. E se for necessário mais é só pedir que isso arranja-se.

Deve ser por isso que conseguem, também, orgasmos múltiplos.

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