Tag Archive for: ódio

trocas!

04 Dez
4 Dezembro, 2012

y. as queixas; a pergunta; a solução?
– Só trabalho e mais trabalho. São os filhos, a casa, a cozinha, o cozinhar, dar os remédios. Ao menos os homens chegam a casa e só vêm o sofá, a televisão. Só lhes falta um qualquer bobi levar-lhes as pantufas, o jornal e a cerveja. Que ódio. Quem me dera às vezes ser homem. Do que é que eles se podem queixar?

x. a queixa; que simplicidade!
– Apenas nos queixamos por as mulheres desejarem ser homens.

philosophie magazine hors-série n.º15 – spécial bande dessinée “la vie a-t-ell uns sens?”

17 Out
17 Outubro, 2012

Philosophie Magazine Hors-Série n.º 15 é uma leitura super, mas super divertida, interessante e que permite boas descobertas. Não admira que em França a banda desenhada tenha um status que não tem noutros países.

franquin

idées noires

“A vida tem ela algum sentido?” é analisada, por exemplo, através da banda desenhada e nomeadamente por uma prancha “Idées Noires” de Franquin com o título “Le bon Dieu, les retours de réel et le petit chien de mademoiselle Ramponeau”. Num desastre de autocarro morrem todos os paroquianos excepto o cão da senhora Ramponeau ao que o padre exclama “Irmãos, os desígnios de Deus são insondáveis!”

Os temas tratados na revista são:

  • Tudo isso tem um sentido (não)?
  1. uma banda desenhada, “Le sens de la vi“, original de Lewis Trondheim
  2. Schulz visto por Art Spiegelman
  3. PEANUTS – Les enfants de Charles Schulz por Umberto Eco
  4. PEANUTS -Charlie Brown et le secret de la vie por Julian Baggini
  5. COSINUS – Éternel Cosinus por Pascal Ory
  6. CALVIN ET HOBBES – Calvin et Hobbes – Le monde comme expérimentation por Élie During
  7. CALVIN ET HOBBES -Le cosmos selon Calvin por Martin Winckler
  • Para que servem os heróis?
  1. RANTANPLAN – Éloge de Rantanplan por Boris Cyrulnik
  2. SUPERMAN – Un héros middle class por Didier Pasamonik
  3. SPIDER-MAN ET Mr A. – Spider-Man e Mr A – L´homme que ni doute jamais por Tristan Garcia
  4. LUCKY LUKE – Un western sans cadavre por Paul Clavier
  5. GOSCINNY – Le rire de Goscinny por Frédéric Worms
  6. GOSCINNY – L’alchimie de “La Zizanie por Frédéric Worms
  • Por que tanto ódio?

    brunetti

    brunetti

  1. MAUS, MASTER RACE, GEND D’HIROSHIMA – Aprés Auschwitz et Hiroshima por Agnés Gayraud
  2. uma prancha de Ivan Brunetti intitulada “Ne vous suicidez pas
  3. BRUNETTI, CLOWES, MATT, TOMINE – Les paumés de BD américaine por Roland Jaccard
  4. SUSPENSTORIES – Les contes noirs de l’oncle Sam por Daniel Adjerad
  5. L’inversion“, uma banda desenhada, por Bill Gaines inserida na colectânea Crime SuspenStories
  • Somos senhores de nossos destinos?
gaston

gaston lagaffe

  1. GEMMA BOVERY – Gemma Bovery, c’est elle por Yvan Leclerc
  2. A day at the Surgery“, banda desenhada por Ian Williams
  3. THOM FERRIER – cases de la vie d’un médecin por Martin Winckler
  4. banda desenhada “Crise Grecque: La Philosophie du Chaos” por Jul
  5. GASTON LAGAFFE – De l’existence à l’essence… et retour por Bruno Latour
  6. GASTON LAGAFFE -Gaston dieu des objets por Serge Tisseron
  7. TEZUKA – Tezuka L’âme du Manga por Agnés Gayraud
  • Deve-se viver ou morrer?
  1. Le sens de la vie“, banda desenhada por Aurélia Aurita
  2. FRANCIS – Francis, ou l’art du saut por Agnés Gayraud
  3. CREPAX, PRATT, MANARA, GIARDINO – Les fils de Louise Brooks por Roland Jaccard
  4. MANARA – Manara féministe? por Sonia Feertchak
  5. ENTRETIEN – Crumb, la subversion par la lucidité por Clément Rosset
  6. FRANQUIN – Le bon Dieu, les retours de réel et le petit chien por Denis Moureau
  • A vida é um sonho?
little_nemo

little nemo

  1. banda desenhada “Enfermés dans l’infini” por Marc-Antoine Mathieu (uma perfeita discussão sobre o nada)
  2. ENTRETIEN – La vie rêvée des cases fantômes (entrevista feita a Benoît Peeters)
  3. LITTLE NEMO – Little Nemo, Les nuis lustrales por Pascal Bruckner

Como dá para ver são imensos os temas e os artigos oferecidos. Uma mais valia a leitura deste número. Depois de “TINTIN au pays des Philosophes” este “Spécial bande dessinée : La Vie a-t-elle un sens” revela que a banda desenhada pode ser lida de muitas e muitas maneiras.

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chuva

03 Dez
3 Dezembro, 2008

Odeio a chuva. Não é um ódio motivado por rancor. É um ódio sem duplos sentidos. É um ódio constante. É ódio. Ponto final.

Podem-me dizer que é bem-vinda. Electricidade. Colheitas. Humidade. Mas não me persuadem. E apesar de conseguir limpar, algumas vezes, as ruas daquele acumulado cheiro noctívago que teima, naturalmente, em persistir em algumas esquinas, cantos, ruelas, provocado pelo esvaziamento das bexigas ou até consegue, essa chuva, desfazer a matéria fecal distribuída pelos cães, cadelas, nos relvados, sempre do outro vizinho. Não me convencem.

O facto de me obrigar a adoptar um apêndice, sim esse guarda-chuva, é motivo suficiente para ter 50% de ódio. O uso do guarda-chuva é castrador. Não literalmente, claro. Utilizar uma mão para atender o telemóvel, para procurar as chaves, para pegar na pasta, para abrir a porta do carro, para colocar/retirar a filha do carro, para fechar a porta do carro com o guarda-chuva, e não se esqueçam que continua a chover, é torturante. E chegado aqui tenho os meus outros 50% de ódio. Entrar num carro, um qualquer, a chover e com um guarda-chuva é kafkiano.

Irão dizer os mais atentos que deveria odiar o guarda-chuva. Que se deixar de o usar na chuva deixo de ter motivos para odiar a chuva. Não posso deixar de arrotar uma sonora gargalhada.

chove -> há guarda-chuva
não chove -> não há guarda-chuva

Ou em silogismo primário
Se chove
Uso guarda-chuva
Logo tenho ódio pela chuva.

Sei que é um silogismo de alcova. Mas fica ao mesmo nível de outros que li por aí para provar a existência de Deus:
A ciência não explica tudo
Deus explica tudo
Logo Deus existe.

Mas voltando à chuva os nossos problemas seriam facilmente resolvidos se os carros tivessem um hall de entrada, algo como, sei lá…. a manga de um avião.
Entrar no hall do carro. Pousar a pasta, os filhos, fechar pausadamente, sim pausadamente, o guarda-chuva, tirar o casaco, assentar as nádegas, fechar a porta do carro, extrair o hall do carro, e arrancar para um chuvoso dia. Isto sim, seria delicioso.

will & grace

12 Nov
12 Novembro, 2007

Jack: For your information, most people who meet me do not know that I am gay.
Will: Jack, blind and deaf people know you’re gay. Dead people know you’re gay.
Jack: Grace, when you first met me, did you know I was gay?
Grace: My dog knew.

Sei que Will & Grace acabou em 2006 (tristeza), mas é sempre delicioso rever os episódios na Fox e admirar as movimentações de Eric McCormack, Debra Messing, Megan Mullally e Sean Hayes. E ainda bem que algumas “nauseabundas” opiniões (via wikipedia) de pseudo entendidos não foram mais do que tiros ao lado.

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