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o crime das maçarocas

18 Nov
18 Novembro, 2010

– Há quanto tempo são íntimos?
– Bom, existem várias definições de “íntimo”? Está a referir-se a qual?
– Sabe muito bem a qual estou a referir-me.
Ergui os ombros.
– Se não mo quer dizer, vou ser forçado a adivinhar. – Deixei cair os ombros. – Se está a referir-se à pior de todas as definições, ou à melhor, segundo os pontos de vista, não tenho nada para lhe dizer. Conheço-a há três anos, desde o dia em que veio entregar-nos o milho. Já falou com ela?
– Já.
– Nesse caso conhece os atributos físicos de Sue, e eu tenho que lhe agradecer o cumprimento. Ela tem os seus dias. Penso que não faz por mal e que não é culpa dela quando não consegue esconder o que é, uma vez que já nasceu assim. As conversas dela são qualquer coisa de especial. Não só nunca sabemos o que ela irá dizer a seguir, como ela própria não sabe. Certa noite, beijei-a, um beijo saudável, e quando nos separámos ela diz: “Uma vez, vi um cavalo beijar uma vaca”.

páginas 98/99

Uma forma agradável? de elogiar uma moçoila.
“O Crime das Maçarocas” é o segundo conto do livro “Terceto para Instrumentos Letais” de Rex Stout. O livro reúne contos bastantes simpáticos e que revelam que Rex Sout movimenta-se, igualmente sem qualquer problema nas histórias curtas.
Foi boa uma leitura – relaxante q.b.

picada mortal: depois da leitura

17 Fev
17 Fevereiro, 2010

– Chama-se Goodwin; também é um génio?
– Sou, sim, sir; aprendi com Nero Wolfe.
– Sou um homem de ideias largas, mas, seja você um génio ou apenas um asno, não posso fazer esperar os meus doentes.[1]

Como está, Mr. Kimball? Desculpe não me levantar; não sou mal educado, mas apenas pesado. Sente-se, por favor.[2]

Tirando as sempre fascinantes idiossincrasias de Nero Wolfe não apreciei por demais esta aventura. Ficou um pouco atrás do que estou habituado – a que talvez não seja estranho ser a primeira aventura do detective ou, então, devido ao facto de ter lido outros livros antes de verdadeiramente ter decidido terminar a sua leitura iniciada em Novembro de 2009.

informações

[1] pág. 118 | [2] pág. 168

a montanha negra

29 Nov
29 Novembro, 2009

– Ah, mas eu quero conhecer a casa onde nasceu e colocar lá uma placa![1]

É uma história diferente de Nero Wolfe em todos os sentidos. Desenrola-se fora do seu santuário na “35th Street” e assiste-se a Nero Wolfe não apenas a realizar actividades físicas impensáveis, mas, igualmente, a passar frio, fome.
Fiquei, e ainda bem, a saber mais sobre a vida de Nero Wolfe, a sua infância, a sua nacionalidade (Montenegrina).

informações
citação: [1] página 144

picada mortal: a começar a leitura

19 Nov
19 Novembro, 2009

Wolfe levantou a cabeça. Menciono este pormenor porque a sua cabeça era tão grande, que levantá-la nos parecia obra de peso. Na realidade talvez fosse ainda maior do que se nos afigurava, pois o resto do corpo era tão avantajado, que, se tivesse a coroá-lo outra cabeça que não fosse aquela, passaria inteiramente despercebida.[1]

Adoro as histórias de Nero Wolfe, criação máxima de Rex Sout. Adoro-as porque as histórias estão impregnadas de um humor cintilante; adoro-as porque Nero Wolfe é uma personagem cheia de idiossincrasias apetitosas.
Iniciei outra história – Picada Mortal – que parecer ser, mais uma vez, um mistério deslumbrante e que logo nas primeiras páginas oferece ao leitor algo mais sobre o modo de vida peculiar e invejoso de Nero Wolfe.

Fritz começou a trazer a cerveja, seis garrafas de cada vez num tabuleiro. Após a terceira remessa, sorri de novo, ao ver Wolfe olhar para a formação de garrafas alinhadas na mesa, e para Fritz, que saía. Mais dois tabuleiros cheios, e Wolfe deteve a parada:
– Quer fazer o favor de informar-me, Fritz, quando isto acabará?
– Muito em breve, sir. Faltam apenas dezanove, pois são quarenta e nove ao todo.
– Disparate! Desculpe, Fritz, mas não há dúvida de que é um disparate.
– Sim, sir. O senhor disse-me que trouxesse uma garrafa de cada qualidade que pudesse obter, e eu fui pelo menos a treze lojas.
– Está bem, traga-as. E algumas bolachas de água-e-sal, também. A nenhuma faltará oportunidade, Fritz; não seria justo.
Ao saborear a quinta marca, estalou os lábios e levantou o copo, para ver à transparência o líquido ambarino.
– Eis uma agradável surpresa, Archie. Se me dissessem, não acreditaria. É, aliás, uma das vantagens de se ser pes­simista. Enquanto um pessimista só tem surpresas agradáveis, um optimista só as tem desagradáveis. Até agora, nenhuma das cervejas que provei era água de esgoto, e comecei pelas mais baratas.[2]

informações
[1] pág. 5 | [2] pág. 6

as aranhas douradas

02 Nov
2 Novembro, 2009

– Não me consultaste – prosseguiu Wolfe com frieza. – Descobrir que um dos meus pratos preferidos foi radicalmente alterado, sem qualquer espécie de aviso. é um choque desagradável. Talvez seja comestível, mas não estou com disposição para correr esse risco.

Foram 174 páginas lidas em poucas horas. A noite de ontem, e a de hoje vai pelo mesmo caminho, não puxava o sono. Daí que me tenha socorrido de um companheiro solitário para servir distracção, mas foi pouca distracção para me permitir adormecer.

Apenas pelas 07.?? é que fechei os olhos bastante ensonado e cansado.

citação: páginas 5 e 6

velhas e novas aventuras

12 Mai
12 Maio, 2009

– Esperem – disse eu. – Penso que acaba de desmaiar.
– Disparate – berrou Wolfe. – As mulheres não desmaiam.
Já tinha ouvido essa antes. A sua base não era médica, antes pessoal; ele está convencido de que, a não ser que tenha uma boa razão, tal como ser agredida com um taco, qualquer mulher que desmaia está só a representar, um subtítulo do seu princípio fundamental de que todas as mulheres estão sempre a representar.[1]

directamente da página 184

Desta feita dediquei-me a ler três aventuras com Nero Wolfe (Trindade Homicida). Foi um livro, apesar da mediania das três histórias, agradável de ler. Para mim é sempre divertido sentir a vida de Nero Wolfe.

Actualmente tenho na mão um pastiche de Sherlock Holmes – As Vitórias da Lógica (1910) – escrito por Gustaf Adolf Bergström. Bergström é o primeiro escritor em Portugal a acrescentar novas aventuras ao universo do ímpar Holmes.

Deve ser uma leitura interessante tendo em conta que até agora só tinha lido a obra “Sherlock Holmes contra Jack o Estripador” de Ellery Queen pelas Edições 70, na colecção Alibi, n.º 1 (1983).


informações
Trindade Homicida, Rex Stout
título original: Homicide Trinity
editor: Livros do Brasil, Colecção Vampiro, Lisboa, 2000, n.º 641, 256 páginas
citação: página 184 [1]
isbn: 972-38-1832-9

dueto de morte

11 Mar
11 Março, 2009

– Bom dia – disse a rapariga. – Chamo-me Nancy Grant. Telefonei há uma hora. Mr. Fox está?
A mulher abanou a cabeça.
– Mr. Tecumseh Fox ainda não voltou. Espere no alpendre da frente, a menos que queira entrar por aqui. Estou ocupada a preparar o jantar……?
– Eu … – a rapariga mordeu o lábio. – Ele demorara muito.
– Talvez não, mas nunca se sabe. Devia ter regressado ontem à noite. Mr. Crocker não lhe disse isso ao telefone?
– Sim, disse, mas eu… .
– Bom, Mr. Tecumseh Fox acabará por voltar. Volta sempre. Em que tipo de sarilhos está metida? É grave?
– Sim.
– Esqueça-os. Pode ir apanhar flores. Há flores por todo o lado, apanhe as que quiser. Quem me dera poder fazer o mesmo. Quem me dera poder ir à igreja ou sentar-me cá fora ou apanhar flores, num dia como este, mas tenho de tratar do jantar – rodopiou abruptamente e dirigiu-se à porta mas, depois de ter desaparecido atrás das rosas, o rosto dela voltou a aparecer para anunciar: ­- Chamo-me Mrs. Trimble. – e depois entrou.[1]

Aqui está uma forma diferente e interessante de cativar o leitor. Mais uma vez é uma obra de Rex Stout, mas com Tecumseh Fox a orientar o desfiar do mistério.
Ainda não peguei numa nova aventura do Nero Wolfe. Vou ler primeiro esta obra. É a teimosia ao quadrado.


Dueto de Morte, Rex Stout
título original: Double for Death
revisão: Dália Moniz
tradutor: Elsa T. S. Vieira
editor: “Livros do Brasil”, Colecção Vampiro, n.º 669, 240 páginas, 1ª edição (junho.2003), pág. 11[1]
isbn: 972-38-2660-7

os crimes do estrangulador enluvado

03 Mar
3 Março, 2009

Li esta semana “Os Crimes do Estrangulador Enluvado” de Rex Stout e não gostei. Não tendo nada a dizer de especial sobre a personagem Dol Bonner – a sua detective feminina. A verdade é que nunca pode deixar de pensar na sua “gigantesca” criação: Nero Wolfe.

Nero Wolfe, who has expensive tastes, lives in a luxurious and comfortable New York City brownstone on West 35th Street. The brownstone has three floors, plus a large basement with living quarters, a rooftop greenhouse also with living quarters, and a small elevator, used almost exclusively by Wolfe. Other unique features include a timer-activated window-opening device that regulates the temperature in Wolfe’s bedroom, an alarm system that sounds in Archie’s room if someone approaches Wolfe’s bedroom door, and climate-controlled plant rooms on the top floor. A well-known amateur orchid grower, Wolfe has 10,000 plants in the brownstone’s greenhouse and employs three live-in staff to see to his needs.

wikipedia

Perante isto quem poderia não adorar um avantajado, eloquente, excêntrico Nero Wolfe. Que além de mais, ainda, adora uma verdadeira cerveja gelada.

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